
#12630 de março de 2023 · 1h38min
Arthur Bender — Criador do conceito de personal branding no Brasil, palestrante, mentor e autor dos livros Personal Branding, Paixão e Significado da Marca e Autenticidade
Paulo Cuenca — Influenciador digital e referência em criação de conteúdo no Brasil, criador da plataforma O Portal de Ideias e da formação Estratégia de Conteúdo
7 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Autenticidade
citado por Malu Perini
12:16Personal Branding
citado por Malu Perini
12:16
Fora de Série: Outliers
citado por Paulo Cuenca
1:06:27
Sapiens
citado por Paulo Cuenca
1:16:09Diferente
citado por Arthur Bender
1:26:58O Choque das Civilizações
citado por Bruno Perini
1:28:50
Sobre a Brevidade da Vida
citado por Arthur Bender
1:34:31Branding não é logotipo: é repetir coerentemente, ao longo do tempo, um significado que te torne diferente e relevante — até que uma única palavra associada ao seu nome passe a trabalhar por você como juros compostos.
Abra uma caixinha de perguntas no Instagram pedindo três palavras que vêm à cabeça das pessoas quando ouvem o seu nome, e compare o resultado com as palavras que você realmente quer comunicar.
No episódio 126 do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Arthur Bender, criador do conceito de personal branding no Brasil, e Paulo Cuenca, referência em criação de conteúdo, para destrinchar o que é branding e como usá-lo a favor de empresas e pessoas. A definição de partida é prática: branding serve para reduzir o esforço de vendas, tirar o ruído da negociação e fazer com que a pessoa sinta a marca antes de consumi-la — como o trailer de um filme. A conversa passa por cases clássicos: a campanha 'Pense Pequeno' do Fusca, a ressignificação da Harley-Davidson nos anos 80 (que hoje fatura mais com acessórios do que com motos), o 'Think Different' da Apple (que trocou benefício funcional por emocional) e a campanha 'não compre minha jaqueta' da Patagonia. Em seguida o foco vira marca pessoal: autoridade nasce de profundidade de conhecimento somada a reconhecimento, diferenciação precisa vir acompanhada de obra e relevância, e a previsibilidade — longe de ser defeito — é fundamento de marca, funcionando como juros compostos sobre uma palavra associada ao seu nome. Na reta final, os convidados discutem o papel do tempo e da repetição, a reputação como colchão de proteção nas crises (o benefício da dúvida) e os pecados capitais do branding: comunicar o que você não quer, cair na 'esquizofrenia' de mudar de posicionamento a cada três meses e, no outro extremo, se trancar numa prisão autoimposta que mata a tridimensionalidade humana.
“O branding é você sentir a marca antes de consumir a marca.”
“Eles pararam de vender o benefício funcional e passaram a vender o benefício emocional.”
“Não é ser visível, não é ser conhecido, é ser reconhecido por alguma coisa valiosa que é relevante na mente do público.”
“Eu furo isso com diferenciação, mas eu sustento com obra.”
“Você só é cancelado se você é atacado pela palavra que você é reconhecido.”
“Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.”