
#11518 de janeiro de 2023 · 1h44min
Breno Perrucho — Criador do canal Jovem de Negócios, com mais de 2,2 milhões de inscritos, e criador da Escola de Dinheiro
Leandro Siqueira — Fundador da Varos, especialista em valuation e host do podcast Os Economistas
12 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
A Psicologia Financeira
citado por Bruno Perini
11:36Pai Rico, Pai Pobre
citado por Breno Perrucho
15:19
When Genius Failed
citado por Breno Perrucho
20:18Os Botões de Napoleão
citado por Bruno Perini
22:21Iludido pelo Acaso
citado por Bruno Perini
27:51
Ilíada
citado por Bruno Perini
28:05
Os Lusíadas
citado por Bruno Perini
28:07Reminiscências de um Especulador Financeiro
citado por Breno Perrucho
44:09
Cartas a Lucílio
citado por Bruno Perini
1:12:38
A Era das Máquinas Espirituais
citado por Breno Perrucho
1:22:09A Revolta de Atlas
Ayn Rand
1:32:56Os Irmãos Karamazov
Sucesso financeiro tem menos a ver com inteligência e mais com comportamento: maximize sua zona de controle, evite riscos que encerrem o jogo e nunca pare a composição.
Defina hoje uma estratégia de investimento que seja razoável — e não apenas racional — para você e sua família: uma que você consiga manter por décadas sem precisar interromper em momentos de queda.
No episódio 115 do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Breno Perrucho (Jovem de Negócios) e Leandro Siqueira (Varos/Os Economistas) para destrinchar o livro "A Psicologia Financeira", de Morgan Housel. A conversa parte da história de Ronald James Read, o faxineiro que morreu com mais de 8 milhões de dólares, para mostrar que investir não é privilégio de especialistas: basta tempo suficiente e comportamento consistente. O grupo discute longamente o papel da sorte e do azar nos resultados financeiros — de Elon Musk e Bill Gates a Jesse Livermore e ao caso Rajat Gupta, que destruiu uma carreira por 1 milhão de dólares de insider trading. Falam sobre eventos de cauda, zona de controle, serendipidade e a diferença entre risco (que tem duas faces) e azar (que pode encerrar o jogo). Cada convidado avalia o quanto se considera sortudo, contando suas próprias trajetórias, incluindo a morte do pai de Breno e a queimadura de Bruno aos três anos. Na segunda metade, o debate migra para poupança como compra de liberdade e tempo, o efeito dos juros compostos ao longo de 60 anos, o futuro do trabalho diante do ChatGPT e da inteligência artificial, e o capítulo "razoável é melhor que racional" — cada um explica como equilibra risco na própria carteira. Encerram discutindo o viés de achar que o presente é pior que o passado e em que época e lugar escolheriam nascer.
“Você nunca vai ver um faxineiro operando coração melhor do que um cirurgião. Agora você pode ver esse cara tendo um resultado no mercado financeiro melhor do que o de especialistas, inclusive gente com prêmio Nobel.”
“Sorte pode ser convexa e assimétrica positivamente, mas azar pode encerrar o jogo.”
“Elon Musk é brilhante porque ele deu certo. Mas se você pensa em 100 realidades paralelas, ele estaria quebrado em 99.”
“Eu não vejo patrimônio em si, mas como a renda que ele me traz. E o que a renda me traz, na verdade, é liberdade.”
“Você leva 50 anos para construir a credibilidade e cinco minutos para destruir.”
“O horizonte do sucesso é um horizonte: você vai caminhando em direção a ele, mas nunca chega.”