
#13425 de maio de 2023 · 1h35min
Fernando Ulrich — Head de educação na Liberta Investimentos, mestre em economia pela Escola Austríaca, criador da comunidade Falo de Money e autor do livro Bitcoin, a moeda na era digital
Josiane Haese — Doutoranda em finanças e contabilidade pela UFES, consultora financeira e tributarista, criadora do curso Proteja-se do Caos
Toque no livro pra ver o que foi dito, ou no minuto pra ouvir.
Bitcoin: a moeda na era digital
citado por Bruno Perini
3:45A hiperinflação não é um acidente monetário: é a consequência inevitável de um governo que jamais discute reduzir gastos, porque nenhum político aceita queimar capital político para isso.
Aproveite o dólar abaixo de cinco reais para iniciar ou avançar a dolarização do seu patrimônio, considerando também renda fixa no exterior, que hoje paga entre 4,5% e 6% ao ano.
No episódio 134 do podcast Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem o economista Fernando Ulrich e a tributarista Josiane Haese para discutir como a Argentina deixou de ser uma das economias mais ricas do mundo no início do século XX para enfrentar hoje inflação de mais de 100% ao ano, reservas internacionais próximas de 5 bilhões de dólares e um verdadeiro 'manicômio cambial', com múltiplas cotações oficiais paralelas ao dólar blue. Os convidados apontam a origem da derrocada no peronismo dos anos 1930-40, com estatizações, explosão sindical e gasto público descontrolado, padrão repetido por kirchnerismo e sucessores — com breves exceções como Carlos Menem. A conversa examina os paralelos com o Brasil: Vargas e Perón, ditaduras militares, trocas de moeda, moratórias e calotes. A diferença decisiva, segundo Ulrich, foi o Plano Real, que além da reforma monetária promoveu saneamento bancário (fim dos bancos estaduais como fonte de impressão de dinheiro), responsabilidade fiscal (LRF) e, depois, a quitação da dívida externa. Já a Argentina nunca enfrentou a questão fiscal, e por isso financia déficits imprimindo moeda. Na parte final, discutem o novo arcabouço fiscal brasileiro (considerado ruim mas 'despiorado'), o risco da troca do presidente do Banco Central em 2024 — com o exemplo da Turquia como alerta —, a oportunidade de dolarizar patrimônio com o dólar abaixo de cinco reais e renda fixa internacional pagando 5-6%, além de criticarem duramente a proposta da moeda comum do Mercosul (SUR), vista como resgate disfarçado à Argentina. Também avaliam as chances eleitorais de Javier Milei, cujas ideias elogiam, mas cuja inflexibilidade política consideram um obstáculo prático.
“Eu diria, pra começar, eu resumiria em populismo, estatismo e ideias econômicas fracassadas, que nunca deram certo, seguem dando errado, mas argentinos não conseguem superar essa maldição do seu passado.”
“Eu quebro suas pernas, mas eu te alugo a muleta.”
“E a pior notícia de todas é que é um grupo de pessoas usando seu dinheiro, decidindo pela sua vida todo santo dia. E a maioria dos brasileiros não percebe o quanto empobrece com esse tipo de medida.”
“Eu sempre chamo a Argentina de nosso laboratório de ensino, a gente é que tem que aprender, a gente aprende lá. Não sei se a gente vai aprender mesmo.”
“No meio da adversidade é tarde demais pra ser cauteloso, como diria um romano que viveu há 2.000 anos, o Sêneca.”
“Essa proteção você adquire através de discernimento, informação, estudos, é você por você mesmo, o Estado nunca vai se preocupar com você, com seu dinheiro, com seu bem-estar.”