
#5125 de janeiro de 2022 · 1h18min
Cristina Junqueira — Cofundadora e presidente do Nubank no Brasil, única brasileira na lista Forbes 40 Under 40 de 2020 e mãe de três filhas
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12 Regras para a Vida
citado por Bruno Perini
1:14:15Não existe o momento ideal — nem para ter filho, nem para empreender: toda escolha é uma renúncia, e quem espera a hora perfeita vê a vida passar.
Mapeie suas prioridades reais de vida e negócio hoje e escolha conscientemente uma delas para avançar, aceitando a renúncia que ela exige em vez de esperar o cenário perfeito.
Neste episódio #51 do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, para contar a história da fintech desde o início, em 2013, até o IPO simultâneo na Bolsa de Nova York e na B3. Cristina explica as restrições regulatórias de uma empresa recém-listada, apresenta os números divulgados no prospecto (48 milhões de clientes, maior banco digital independente do mundo) e descreve como o Nubank se tornou o aplicativo bancário mais usado do Brasil. Ela narra sua trajetória — engenharia na Poli-USP, consultoria, MBA nos EUA, cinco anos como executiva em um grande banco — até pedir demissão em 2013 sem saber o que faria, ler dez livros e centenas de artigos em dois meses e conhecer David Vélez, que vinha da Sequoia querendo empreender. Detalha por que começaram pelo cartão de crédito (alto contato, geração de dados, eficiência de capital e inversão da relação de confiança), a construção da marca 'nu' baseada em transparência, a estrutura de custos 10 a 20 vezes mais leve que a dos bancos tradicionais, o CAC de cinco dólares contra um LTV 30 vezes maior e o crescimento quase inteiramente orgânico por boca a boca. Na última parte, discute a estratégia de abrir mão de lucro no curto prazo, as nove ou dez rodadas de captação sempre feitas 'por posição de força', a entrada da Berkshire Hathaway, o programa de distribuição de BDRs a 7,5 milhões de clientes, os planos de expansão para México e Colômbia e a filosofia de 'fazer menos coisas, mais bem feitas'. Encerra falando sobre conciliar maternidade (três filhas) e a gestão de uma das maiores instituições financeiras da América Latina, defendendo que não existe momento perfeito e que é preciso exercitar o hábito de ser feliz apesar das circunstâncias.
“Eu nunca deitei a cabeça no travesseiro assim: ferrou, eu vou ter que fazer isso.”
“É muito louco, é muito arriscado, mas se tem alguém nesse Brasil que conseguiria fazer essa coisa, é a sensação que eu tenho de que me preparei a vida inteira para esse momento.”
“O que define uma empresa não é ela ter ou não ter problemas, todas têm; é como ela lida com esses problemas.”
“O único jeito de você não receber nenhuma crítica é não fazer nada.”
“Desde que a gente começou, a gente nunca teve um vento a favor.”
“A gente precisa exercitar o hábito de ser feliz apesar das coisas que estão acontecendo na nossa vida.”