
#12023 de fevereiro de 2023 · 1h34min
Eduardo Ibrahim — Executivo e empreendedor, aluno da Harvard Business School, expert da Singularity University e autor do livro Economia Exponencial
Hermes Ribeiro — Influenciador digital conhecido como UX Spider, futurista e criador da plataforma de ensino Gênios, especializada em novas tecnologias
Walter Longo — Publicitário e administrador de empresas com MBA na Universidade da Califórnia, especialista em inovação, ex-presidente do Grupo Abril e sócio-diretor da Unimark Comunicação
7 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Economia Exponencial
citado por Eduardo Ibrahim
14:59Superinteligência
citado por Bruno Perini
20:51
O Futuro do Trabalho
citado por Eduardo Ibrahim
21:4421 Lições para o Século 21
citado por Bruno Perini
33:06
Sapiens
citado por Bruno Perini
33:11
Homo Deus
citado por Bruno Perini
33:11
A Era das Máquinas Espirituais
citado por Bruno Perini
44:24A inteligência artificial não vai dizimar profissões — vai dizimar a mediocridade: quem tiver repertório, curiosidade e souber fazer as perguntas certas à máquina sairá na frente.
Entre hoje no ChatGPT (ou em uma ferramenta como Midjourney) e pratique engenharia de prompt: faça uma pergunta complexa da sua área profissional, refine o comando algumas vezes e compare os resultados para aprender a dialogar com a máquina.
No episódio 120 de Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Eduardo Ibrahim, Hermes Ribeiro (UX Spider) e Walter Longo para discutir o avanço da inteligência artificial e seu impacto no futuro dos empregos. A conversa começa com a definição de IA — aprendizado de máquina, redes neurais, IA "fraca" como a Alexa — e passa pelo fenômeno do ChatGPT, que alcançou 100 milhões de usuários em poucas semanas graças, sobretudo, à interface amigável que aproximou o usuário final de uma tecnologia que existe desde os anos 50. Os convidados destacam que a evolução da IA dobra a cada 3,8 meses, superando em três vezes a Lei de Moore, e discutem se isso levará a desemprego em massa. Eduardo Ibrahim argumenta que países mais automatizados têm menos desemprego e aponta o conceito de desemprego estrutural, defendendo políticas públicas de requalificação. Walter Longo sustenta que a IA não vem roubar empregos, mas devolver a humanidade: o que será dizimado é a mediocridade, não as profissões. Ele distingue criação (baseada em dados e repertório, que a máquina faz) de imaginação (exclusivamente humana) e afirma que o mundo será dividido entre curiosos e descuriosos. O episódio também aborda o caso AlphaZero, que aprendeu xadrez em quatro horas, o medo de Elon Musk em relação ao aprendizado reforçado, a engenharia de prompt como profissão emergente, o conceito de nexialismo (capacidade de conectar pontos), os seis/sete D's de Peter Diamandis e a convergência digital como motor das próximas grandes transformações.
“Ele não vem roubar empregos, ele vem devolver nossa humanidade. Nós não nascemos para ficar numa linha de produção trabalhando ou ilustrando durante três dias uma imagem.”
“O mundo não será mais dividido ou segregado entre ricos e pobres ou brancos e negros, sim, entre curiosos e descuriosos. Aos curiosos caberá a liderança de tudo que está chegando.”
“Não é que profissões serão dizimadas, a mediocridade será dizimada em qualquer área de atividade.”
“Nenhuma inteligência artificial teria sonhado ou imaginado ir à lua. Isto é humano.”
“Todos têm a mesma ferramenta, quem dá o melhor input tá na frente.”
“O AlphaZero passou de ignorância total à maestria criativa em quatro horas, sem ajuda de qualquer orientação humana.”