
#5624 de fevereiro de 2022 · 1h28min
Alexandre Ostrowiecki — Empreendedor, CEO da Multilaser, fundador do Ranking dos Políticos e autor do livro Moedor de Pobres
Murilo Hidalgo — Economista e sócio-diretor do Instituto Paraná Pesquisas, referência em pesquisa política e de opinião
3 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Moedor de Pobres
citado por Bruno Perini
1:25
1984
citado por Alexandre Ostrowiecki
35:04
A Revolução dos Bichos
citado por Bruno Perini
1:26:12Discutir quem será presidente importa menos do que escolher bem o Congresso: é o Legislativo que enquadra qualquer governo e define o que de fato acontece no Brasil.
Antes de votar, consulte o ranking dos políticos em políticos.org.br para checar o desempenho individual do seu deputado e senador — e compartilhe com família e amigos.
No 56º episódio do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Alexandre Ostrowiecki (CEO da Multilaser e fundador do Ranking dos Políticos) e Murilo Hidalgo (diretor do Instituto Paraná Pesquisas) para analisar o cenário pré-eleitoral de 2022. A conversa começa pela motivação dos presidenciáveis — a política como razão existencial — e pela metodologia das pesquisas eleitorais, explicando como a amostragem proporcional funciona e por que pesquisas telefônicas e presenciais não podem ser comparadas entre si. O núcleo do episódio é a análise estratégica de cada candidato: Lula com 40-44%, Bolsonaro com 26-30%, Moro de 7 a 10%, Ciro de 5 a 7% e Doria com 2-3%. Hidalgo defende que a manutenção da candidatura de Moro interessa a Bolsonaro, porque reativa a pauta da corrupção contra o PT e porque o eleitor de Moro migra majoritariamente para Bolsonaro em segundo turno. Discutem ainda a hipótese Alckmin como vice (que soma pouco eleitoralmente, mas sinaliza ao mercado), a inviabilidade prática da terceira via e as três pautas que devem dominar a eleição: Covid/vacina, economia e costumes. Na segunda metade, o foco migra para o Congresso Nacional, apontado como o verdadeiro centro de poder no Brasil. Ostrowiecki critica duramente o fundo eleitoral de quase R$ 5 bilhões ('cada brasileiro produtivo vai receber um boleto de R$ 65') e convoca os ouvintes a pesquisarem os parlamentares no site políticos.org.br antes de votar. O grupo conclui que a eleição está completamente aberta — fatos imprevisíveis como o avião de 2014 e a facada de 2018 mudaram tudo nos dois últimos pleitos — mas que, se a votação fosse no primeiro domingo de março de 2022, Lula venceria.
“Hoje o brasileiro gosta mais de política do que de futebol.”
“Se a eleição for normal, ela vai ser normal. Agora, ela será normal? Essa é a pergunta que fica no ar.”
“O Congresso é o verdadeiro ponto de poder no Brasil.”
“Cada brasileiro produtivo vai receber um boleto de R$ 65 para pagar. E isso vai financiar a campanha eleitoral deles, das pessoas que você não quer ser reeleita.”
“Para ele botar R$ 100 no seu bolso direito é porque ele roubou R$ 200 do seu bolso esquerdo obrigatoriamente antes. A diferença sumiu em Brasília.”
“Acho que é triste o povo que precisa de um herói, porque não vai surgir herói.”