
#12813 de abril de 2023 · 1h43min
Fabio Fares — Com mais de 25 anos no mercado financeiro, ex-broker institucional, especialista em macro, dólar e investimentos no exterior, monitor e professor do Viver de Renda
Joe Ruas — Especialista em educação financeira e investimentos, produtor sênior de conteúdo e influenciador de investimentos no Inter desde 2020
Toque no livro pra ver o que foi dito, ou no minuto pra ouvir.
O Jeito Peter Lynch de Investir
citado por Joe Ruas
44:33O maior risco de investir no exterior não é o câmbio nem o imposto — é o desconhecimento; quem se educa descobre que os medos (herança, inglês, burocracia) são muito menores do que parecem.
Abra hoje uma conta de investimento internacional e faça seu primeiro aporte, ainda que pequeno, em um ETF amplo de índice global ou americano — aproveitando o dólar abaixo de R$ 5 e o IOF de apenas 0,38%.
No episódio 128 do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Fabio Fares e Joe Ruas para discutir como investir no exterior num momento em que o dólar rompeu a barreira dos R$ 5,00. A conversa começa desmontando a narrativa do "fim do dólar": segundo Fares, enquanto em toda crise global o mundo correr para ativos dolarizados, a moeda americana segue como reserva de valor, e o discurso de China, Rússia e Brasil sobre o yuan é mais retórica do que realidade — até porque a China é o segundo maior detentor de reservas em dólar do mundo. O grupo explica os mecanismos técnicos por trás da queda recente do real (arcabouço fiscal, fim do ciclo de alta de juros nos EUA, fluxo de puts na BMF) e defende que o investidor pessoa física não deve tentar prever câmbio: deve comprar aos poucos e de forma consistente. Compara-se BDRs e ETFs brasileiros com a exposição direta lá fora, mostrando desvantagens de custo, tributação e risco de manipulação cambial dos instrumentos locais — enquanto no exterior há isenção para vendas até US$ 35 mil/mês, corretagem zero e IOF de apenas 0,38% para investimento. Na prática, os convidados recomendam começar por ETFs amplos, investir no que se conhece, aproveitar a renda fixa em dólar pagando cerca de 5% (via ETFs como TFLO e USFR) e explorar REITs, que oferecem diversificação muito superior aos fundos imobiliários brasileiros. Defendem alocação inicial de 10% a 15% do patrimônio no exterior, com os hosts mirando 50%, e apontam que o maior risco não é cambial nem tributário, mas educacional. Fecham com argumentos estruturais a favor dos EUA: instituições centenárias, vantagens geográficas, demografia favorável e vanguarda tecnológica.
“O dia que acontecer uma caca no mundo como foi a pandemia, como foi o terrorismo de 11 de setembro, como foi a crise de 2008, e o mundo não correr para o dólar e para ativos dolarizados, a gente começa a se preocupar.”
“O dólar cai de escada, mas quando alguém espirra e fala uma besteira, ele sobe de elevador ou de foguete.”
“A defesa é 'eu não como dólar'. Come sim, pô: trigo, se você come pão.”
“O que adianta você querer dolarizar o seu patrimônio continuando correndo todos os riscos que você está correndo, de fronteira, de governo?”
“O principal risco do investidor brasileiro quando começa lá fora é o risco da educação.”
“O brasileiro tem a crença de que, quando Deus criou o mundo, ele colocou todas as melhores empresas aqui no território.”
“Nos Estados Unidos se pergunta quanto dinheiro você faz, porque o dinheiro é fruto do seu trabalho, não foi dado.”