
#4913 de janeiro de 2022 · 1h43min
Thiago Nigro — Fundador do Primo Rico e idealizador do Grupo Primo, autor de 'Do Mil ao Milhão' e host do Primocast
Breno Perrucho — Criador do canal Jovens de Negócios, autor de 'O Que o Ensino Não Te Ensina' e sócio-fundador da Kraus Studios, da Decompass e da marca Mônaco
Luciana Seabra — Analista e referência em educação financeira, da Spiti — não pôde comparecer por ter testado positivo para COVID e foi representada por um avatar no estúdio
4 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Do Mil ao Milhão
citado por Bruno Perini
0:58O que o ensino não te ensina
citado por Bruno Perini
1:29
A Era das Máquinas Espirituais
citado por Bruno Perini
1:16:19A Pretensão do Conhecimento
citado por Bruno Perini
1:42:31Prever o futuro do mercado é uma aposta perdida: o que dá vantagem é executar um método de diversificação e rebalanceamento que te obriga a comprar justamente o que a emoção manda evitar.
Revise hoje os percentuais da sua carteira por classe de ativo e identifique qual delas caiu de peso com a queda recente dos preços — essa é a classe para onde seu próximo aporte deve ir, independentemente do que você acha que vai acontecer em 2022.
No 49º episódio de Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Thiago Nigro e Breno Perrucho (Luciana Seabra ficou de fora por ter testado positivo para COVID e foi 'representada' por um avatar no estúdio) para discutir onde investir em 2022. A conversa começa pela dificuldade de prever o futuro: tanto novidades quanto a continuidade de tendências são praticamente impossíveis de acertar, e tentar fazê-lo custa caro. Thiago relata sua experiência de passar um dia inteiro transferindo bitcoin entre exchange, MetaMask e Pancake Swap para jogar um game NFT, e conclui que o ecossistema cripto/web3 é o grande vetor de mudança do ano — embora ainda não saiba como capitalizar nele. O grupo analisa o impacto da Selic saindo de 2% para mais de 9% (com projeção de 11%): o paradoxo de que, quando a renda fixa paga muito, todo mundo corre para lá e deixa descontados os ativos de risco — que é justamente onde Thiago está aumentando posição, principalmente em fundos imobiliários, seguindo o método da Arca (25% por classe, com tolerância de 10% a 40%). Breno diz estar migrando mais patrimônio para dólar por razões estruturais, não eleitorais. Bruno defende manter 50% do patrimônio financeiro em dólar e explica por que prefere ativos de crescimento que reinvestem o capital a empresas pagadoras de dividendos. Na reta final discutem NFTs (status, bolha e as poucas coleções que virarão 'Monalisas'), o presente-NFT que o canal recebeu do YouTube, a tese de que blockchain e DAOs vão retirar poder do Estado e dos intermediários financeiros, e as eleições. Thiago defende que as pessoas tirem a expectativa do governo e foquem no próprio trabalho, admitindo não ter autoridade para dizer o que um governante deveria fazer — posição que Bruno associa às ideias de Hayek sobre a pretensão do conhecimento.
“Algo que nunca aconteceu é quase impossível de prever. E algo que já aconteceu, tentar projetar a continuidade disso é a certeza de que a gente vai errar.”
“Eu quero ser o cara a ganhar de 95% da população, talvez mais, mas não preciso estar no 0,1% melhor de melhores resultados, porque o preço é muito alto.”
“Eu sou um otimista que sai com guarda-chuva embaixo do braço.”
“Eu tenho começado a notar que olhar pro longo prazo é um sinal de maturidade.”
“As pessoas colocam muita expectativa no governo. Parte do processo da conquista da sua liberdade tem a ver com você tirar a expectativa do governo.”
“Eu prefiro não ter opinião sobre tudo e ter opinião sobre poucas coisas, mas uma opinião bem esclarecida sobre poucas coisas.”