
#2712 de agosto de 2021 · 1h56min
Walter Longo — Empreendedor digital, sócio-diretor da Unimark Comunicação, palestrante internacional e especialista em inovação e transformação digital
Diego Barreto — Vice-presidente de Finanças e Estratégia do iFood, autor do best-seller 'Nova Economia', mentor da 500 Startups e colunista
8 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Nova Economia
citado por Diego Barreto
0:14Marketing e comunicação na era pós-digital
citado por Bruno Perini
1:24O fim da idade média
citado por Bruno Perini
1:27Trabalhe 4 Horas por Semana
citado por Bruno Perini
49:06Mulheres são digitais, homens são analógicos
citado por Walter Longo
53:48A Viagem do Space Beagle
citado por Walter Longo
1:46:21Os Inovadores
citado por Bruno Perini
1:49:41
O Conde de Monte Cristo
citado por Bruno Perini
1:51:20Empresas e pessoas não morrem mais por fazer coisa errada — morrem por fazer a coisa certa por tempo demais; na nova economia, a única certeza é a mudança e vence quem tem conhecimento contínuo e capacidade de execução rápida.
Escolha uma ideia que você sempre adiou e teste-a hoje na menor escala possível e com o menor custo possível — em vez de dividir seus recursos em dois grandes testes, faça trinta testes pequenininhos até encontrar o caminho.
No 27º episódio do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Diego Barreto (VP de Finanças e Estratégia do iFood, autor de "Nova Economia") e Walter Longo (especialista em inovação e transformação digital) para discutir o que é a Nova Economia e como ela transforma empresas, profissionais e consumidores. Diego explica que o Brasil nunca havia surfado uma nova economia antes: historicamente desintegrado das cadeias de valor globais, só nos últimos 15 anos passou a receber tecnologia com velocidade, permitindo o surgimento de iFood, 99, Madeira Madeira, Hotmart e de criadores como Whindersson Nunes. Walter complementa que mais do que "armas digitais" (site, redes sociais), as empresas precisam de uma "alma digital" — e pensar como ecossistema, não como empresa. A conversa percorre a democratização do acesso ao conhecimento (e seu lado preocupante, com 82% do consumo na internet sendo puro entretenimento), a diferença entre moral aristocrata e moral de rebanho na formação cultural brasileira, a cultura de "cheque em branco" e bom senso do iFood (com o caso do cara que alugou um caixa de mercearia e criou a entrega em 15 minutos), e o debate sobre home office versus criatividade — Walter defende o encontro presencial como motor criativo, Diego argumenta que o trade-off pode valer pela atração de talentos espalhados pelo país. No final, os convidados discutem o consumidor que "deixou de aceitar ser tratado pela média", a migração da era transacional para a era da jornada, o papel da inteligência artificial (que "veio devolver nossa humanidade", não roubar empregos), os dilemas éticos dos carros autônomos, e encerram com conselhos de carreira: não ser especialista nem generalista, mas "nexialista" — quem tem humildade para saber o que não sabe e critério para orquestrar o conhecimento alheio.
“Empresas daqui para frente não vão morrer por fazer coisa errada, vão morrer por fazer coisa certa por um tempo longo demais.”
“Nós devemos ter matado no último século milhares de Einsteins e Mozarts que, por falta de acesso, desapareceram na poeira da história.”
“A inteligência artificial não veio para roubar emprego, veio para devolver nossa humanidade.”
“Caguei para quem tem um bom currículo. Eu não contrato por currículo, eu contrato por comportamento.”
“Pessoas não mudam, mas podem encontrar um outro endereço que já existe dentro delas.”
“O mundo daqui para frente não será mais dividido entre ricos e pobres ou brancos e negros, mas entre curiosos e descuriosos.”