
#13317 de maio de 2023 · 1h51min
Bernardinho — Treinador de vôlei, um dos maiores campeões da história do voleibol, com mais de 30 títulos relevantes em 22 anos no comando das seleções brasileiras; ex-jogador, economista, empresário, professor e autor.
12 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Transformando Suor em Ouro
citado por Bruno Perini
5:43Cartas a um Jovem Atleta
citado por Bruno Perini
5:43O Homem Que Mudou o Jogo
citado por Bernardinho
27:38Da Escuridão ao Ouro
citado por Bernardinho
32:25Arrume Sua Cama
citado por Bernardinho
59:51O Ego é Seu Inimigo
citado por Bernardinho
1:11:17O Obstáculo é o Caminho
citado por Bernardinho
1:11:46A Coragem é Chamar
citado por Bernardinho
1:11:46A Marca da Vitória
citado por Bernardinho
1:16:51Empresas Feitas para Vencer
citado por Bruno Perini
1:25:40O Treinador de Um Trilhão de Dólares
citado por Bernardinho
1:38:12
Meditações
citado por Bernardinho
1:40:26A vontade de se preparar tem que ser maior do que a vontade de vencer — vencer todo mundo quer, mas poucos se dispõem ao processo diário de disciplina que leva até lá.
Escolha hoje uma meta e comprometa-se com um hábito mínimo diário e inegociável para ela — como o desafio de 10 páginas de leitura por dia proposto no episódio — treinando disciplina em vez de esperar motivação.
No episódio 133 do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Bernardinho, um dos maiores treinadores da história do voleibol, com mais de 30 títulos relevantes em 22 anos à frente das seleções brasileiras feminina e masculina. Bernardinho conta sua trajetória: formado em economia pela PUC-Rio (com aulas de Paulo Guedes), jogador da geração de prata dos anos 80, estagiário do Banco Garantia, até a virada quando aceitou dirigir o time lanterna do campeonato italiano em Perugia — decisão tomada contra a vontade da mãe e com a bênção do pai, que lhe disse: 'vai, faz bem feito, mas só volta quando der certo'. A conversa gira em torno dos pilares da liderança e da construção de times vencedores: a diferença entre montar um time com 'os melhores' ou com 'os certos', a administração de egos (incluindo o episódio em que propôs aos jogadores dividir 50% dos prêmios individuais do Mundial de 2002 com o grupo), o desafio maior de se manter no topo do que de chegar lá, e o papel da disciplina acima da motivação. Bernardinho defende que líder cobra e cuida ao mesmo tempo, que a essência da liderança é o exemplo, e que as duas virtudes-mãe são coragem e humildade — sendo o ego o pecado capital. Também abordam liderança como habilidade treinável, o aprendizado com oficiais do Exército, a importância de se conectar com as novas gerações (a lição que ele gostaria de ter aprendido antes), saúde emocional de atletas na era das redes sociais, equilíbrio entre trabalho e família, e uma série de recomendações de leitura sobre liderança e alta performance.
“Vai, faz bem feito, mas só volta quando der certo.”
“A vontade de se preparar tem que ser maior do que a vontade de vencer. Vencer todo mundo quer, mas quem quer se preparar efetivamente?”
“Nós todos vamos errar na forma, mas eles não podem nunca duvidar da nossa intenção.”
“Ela era uma solista, mas nós somos orquestra. Não adianta ter a melhor solista, a sinfonia não vai sair.”
“Não existem pessoas especiais; eventualmente fazemos algo especial. Uma medalha olímpica é muito legal, mas no dia seguinte você volta lá e começa tudo de novo.”
“Ganhar uma competição é relativamente fácil; ganhar de você mesmo todos os dias é que é difícil.”