
#2208 de julho de 2021 · 1h57min
Hyeser Souza — Trabalha com mídias digitais há sete anos, criador de perfis que somam mais de 10 milhões de seguidores e de treinamentos em marketing digital
João Pedro Motta — Programador desde os 11 anos, empreendedor e growth hacker, membro da lista Forbes Under 30 e fundador das startups Comoplay e Curseria
4 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Superinteligência
citado por Bruno Perini
27:51O Andar do Bêbado
citado por Bruno Perini
57:31
O Poder do Hábito
citado por Bruno Perini
1:09:40O Livro do Boni
citado por Hyeser Souza
1:39:21O algoritmo não é vilão nem amigo: ele apenas maximiza o tempo que o usuário passa no aplicativo — logo, tudo que você fizer para reter sua audiência dentro da rede te favorece, e tudo que a tira de lá te pune.
Escolha três concorrentes (diretos ou indiretos, de outro estado ou país) e analise criticamente os posts deles: horários, formato, legenda, edição, comentários e anúncios na biblioteca de anúncios do Facebook — e liste os padrões em comum para aplicar com sua própria identidade.
Neste episódio do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Hyeser Souza e João Pedro Motta para desmistificar o algoritmo do Instagram. Os convidados explicam que o algoritmo é, na prática, uma inteligência artificial que aprende com o comportamento individual de cada usuário — não de grupos — e que seu único objetivo é manter a pessoa o maior tempo possível dentro do aplicativo, para exibir mais anúncios. Daí deriva a lógica central: tudo que aumenta o watch time ajuda o criador, e tudo que tira o usuário da plataforma (como mandar gente para lives no YouTube) prejudica a entrega. A conversa passa pelo funcionamento do Facebook Ads e sua segmentação cirúrgica, derruba o mito de que o celular 'escuta' conversas (explicando o viés de confirmação e o custo técnico inviável disso), e detalha a hierarquia de interações que mais pesam: compartilhamentos e respostas nos Stories, enquetes acima de caixinhas de pergunta, comentários com mais peso que curtidas. Também discutem shadowban, hashtags banidas, remoção de publicações por robôs e a estratégia de testes regionais do Instagram (Reels lançado primeiro no Brasil, Stories como resposta ao Snapchat). Na parte final, o foco vira estratégia prática para quem começa: analisar concorrentes de forma analítica e crítica, buscar diferencial, entender a Persona, alimentar todo o funil (alcance, conexão e venda) e deixar claro o que se vende. Bruno e Malu compartilham suas próprias métricas — tempo de tela, retenção de Stories — enquanto os convidados alertam contra 'hacks' sem base, lembrando que muita coisa dita no marketing digital é correlação sem causalidade, pura 'dança da chuva'.
“Por isso que é um erro as pessoas pensarem o algoritmo como um grupo. Ele quer te ganhar como indivíduo, não como grupo.”
“Tudo que você faz que tira as pessoas ou faz com que as pessoas passem menos tempo, o watch time, pior é para você.”
“As pessoas usam dados igual um bêbado usa um poste: muito mais para apoio do que para iluminação.”
“Se o cinema se importa tanto com o tempo de tela, eu também tenho que me importar: quantos minutos a minha audiência tem contato comigo por semana, por mês.”
“Eu sempre vejo: eu gostaria de estar assistindo isso que eu acabei de fazer? Se eu não gosto, por que que eu postei?”
“Não existe sucesso da noite para o dia com 30 anos. Quando acontece é rápido, mas até acontecer você passou anos ali que ninguém tava vendo.”