
#6828 de abril de 2022 · 1h50min
Pedro Gelli — YouTuber há mais de seis anos, criador dos canais Gelli Clash e Dicas do Gelli, com mais de 8 milhões de inscritos somados, e fundador de uma empresa de gestão de carreira de influenciadores
Gabriela Zambrozuski — Streamer, apresentadora, designer gráfica, tatuadora e influenciadora com mais de 1,1 milhão de seguidores, conhecida como Gabzuski
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Superinteligência
citado por Bruno Perini
1:28:51No mercado de games, o dinheiro grande não está em ser o melhor jogador, mas em construir uma audiência própria — e quem depende de uma única plataforma para existir pode perder tudo quando o contrato acaba.
Se você quer entrar no mercado de games, escolha um jogo que já esteja em alta há anos (não um lançamento), produza conteúdo em formato curto para TikTok e replique no YouTube para construir audiência buscável e própria, em vez de depender do algoritmo de uma única plataforma.
No episódio 68 do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Pedro Gelli e Gabriela Zambrozuski para discutir o mercado de games e eSports. A conversa começa com dados da indústria — mais de US$ 175 bilhões movimentados em 2021, cerca de 3,2 bilhões de gamers no mundo e finais de campeonato com 16 milhões de espectadores ao vivo — e avança para as histórias pessoais dos convidados: Gabriela começou fazendo lives em um bar temático de games em Porto Alegre aos 18 anos, tatuando e jogando; Pedro criou o canal Gelli Clash em 2014 enquanto fazia faculdade de design em Petrópolis, dormindo três a quatro horas por noite. Os dois explicam as múltiplas formas de ganhar dinheiro com games: AdSense do YouTube (que no nicho de games paga pouco, por causa do público infantil), publicidade e embaixadorias de marca, contratos com plataformas de streaming (eles chegaram a ganhar US$ 24 mil por mês juntos no Facebook Gaming em 2018) e a carreira de atleta profissional — que ambos descartam por ser extremamente cansativa e ter teto salarial baixo comparado ao entretenimento, onde o topo fatura de R$ 500 mil a R$ 2 milhões por mês. Alertam para a armadilha das plataformas: muitos criadores migraram por dinheiro, perderam a audiência e ficaram sem nada quando os contratos acabaram. A parte final aborda NFTs e play-to-earn (com uma análise detalhada do Axie Infinity e por que o modelo não se sustenta), metaverso, estratégias para quem quer começar hoje (YouTube e TikTok como melhores portas de entrada) e investimentos. Pedro revela ter gastado cerca de R$ 120 mil no Clash Royale para gerar conteúdo que retornou muito mais, e conta que hoje mantém 75-80% do patrimônio em renda fixa para focar energia na própria startup.
“Como a gente sabe, as mulheres não são incentivadas a jogar. Nenhum pai vai dar um videogame para uma menina, então eu não tinha videogame, mas eu tinha computador em casa e eu amava jogar.”
“Eu nunca tive a pretensão de ser jogador profissional porque é extremamente cansativo e eu não acho que o custo-benefício vale a pena.”
“Apesar de eu conseguir 10, 15 milhões de visualizações por mês, não dá para eu bater de frente com os teus ganhos. Se eu fizer a mesma coisa, você vai fazer um milhão de views e eu vou fazer 10, e a gente vai ganhar quase a mesma coisa.”
“Muita gente que tava empregada nesse mercado e não guardou o dinheiro, conseguiu construir uma audiência, mas que também não se mantém, porque a pessoa nem sabe como manter uma audiência.”
“Eu gastei em torno de 120 mil reais no Clash Royale para ter minha conta toda maximizada. Todo jogo que eu entro agora eu gasto dinheiro, eu sei que o dinheiro vai voltar.”
“Eu não estou a fim de gastar meu tempo me preocupando se meu dinheiro tá rendendo ou não. Eu prefiro botar meu tempo na minha startup, nos meus negócios.”