
#2819 de agosto de 2021 · 1h46min
Renata Barreto — Economista, sócia de escritório de investimentos e criadora do curso Capitalismo e Socialismo
Kim Zucatelli — Brasileira residente na Alemanha, especialista em Ayurveda e criadora do programa Semana Detox
7 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Davi e Golias
citado por Bruno Perini
15:54
A Revolução dos Bichos
citado por Bruno Perini
32:11
1984
citado por Bruno Perini
42:40
A Arte da Guerra
citado por Bruno Perini
1:06:28Embuste Populista
citado por Renata Barreto
1:08:24A Lei
citado por Renata Barreto
1:10:51
Eneida
citado por Bruno Perini
1:34:16Tiranias não nascem de um golpe repentino: elas se constroem aos poucos, por pequenas intervenções aparentemente bem-intencionadas que corroem liberdades econômicas e individuais ao mesmo tempo.
Assista à série "Como se Tornar um Tirano" e, ao acompanhar o noticiário político do Brasil, compare cada medida proposta com as táticas do playbook: bode expiatório, culto ao líder, controle de recursos, domínio da educação e da informação.
Neste episódio do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem a economista Renata Barreto e a influenciadora Kim Zucatelli para dissecar a série da Netflix "Como se Tornar um Tirano". A conversa percorre os seis episódios da série — tomar o poder, acabar com os rivais, reinar pelo terror, controlar a verdade, criar uma nova sociedade e governar para sempre — usando Hitler, Saddam Hussein, Idi Amin, Stálin, Kadafi e a dinastia Kim como casos. O fio condutor é a tese de que regimes totalitários são estruturalmente idênticos, independentemente de serem rotulados como de direita ou de esquerda: todos centralizam a economia, controlam recursos naturais, elegem um bode expiatório, constroem culto ao líder, dominam educação e propaganda e eliminam liberdades individuais. Renata traz relatos de museus do Leste Europeu sobre a dupla ocupação soviética e nazista, enquanto Kim compartilha a experiência de morar na Alemanha e o incômodo com a obediência cega às regras e o peso do intervencionismo estatal. O grupo faz pontes constantes com o presente: Venezuela, Cuba, Afeganistão sob o Talibã, doutrinação nas escolas, reforma agrária, controle de preços, judicialização excessiva e discursos que chamam a matemática de racista. A mensagem final é que a tirania nunca chega de uma vez — ela avança aos poucos, por pequenas intervenções bem-intencionadas.
“Mas eu acho que é de direita ou esquerda? Esquece isso. Como que eles se parecem e o que a gente pode fazer para evitar a tomada das liberdades individuais?”
“A gente tá muito mais próximo de Cuba do que a gente tá da Dinamarca, ou do Canadá, ou da Nova Zelândia, ou Singapura.”
“A teoria da conspiração de hoje é a realidade de amanhã.”
“Eles acabam com a desigualdade porque na verdade todo mundo fica igual, todo mundo na merda, e ele e os seus compadres riquíssimos.”
“Qualquer um pode se tornar um tirano.”
“A estrada para o inferno está pavimentada de boas intenções, inclusive as deles.”