
#4011 de novembro de 2021 · 1h51min
Felippe Percigo — Cofundador e CMO da Liqi Digital Assets, professor de MBA em cripto e blockchain, teve o primeiro contato com Bitcoin em 2012
Felipe SantAna — Cofundador da Paradigma Education, primeira casa de research brasileira 100% focada em cripto, e coprodutor da série documental 'Around the Block'
3 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Bitcoin Billionaires

Vidas Paralelas
citado por Bruno Perini
53:53Superinteligência
citado por Bruno Perini
55:19NFT não é sobre a imagem: é um formato que cria escassez e pertencimento no digital — o valor está no clube, na utilidade e na comunidade, não no desenho.
Antes de comprar qualquer cripto ou NFT, estude o básico (blockchain, carteira, stablecoin) e comece com uma posição pequena naquilo que você realmente entende — nunca delegue suas chaves a quem promete rendimento fixo mensal.
No episódio 40 do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Felippe Percigo (Liqi Digital Assets) e Felipe SantAna (Paradigma Education) para destrinchar dois temas que dominaram o noticiário depois que o Facebook virou Meta: NFTs e metaverso. A conversa começa pelo básico — o que é um token não fungível, por que uma imagem pixelada como um CryptoPunk pode valer milhões e como coleções como Bored Ape Yacht Club transformaram NFTs em passaportes de clubes exclusivos, com festas, royalties para os criadores e um senso de pertencimento que gera uma 'aderência' muito maior que a de uma criptomoeda comum. Depois o grupo avança para o metaverso: as definições possíveis (união de realidade virtual e aumentada; ou, como propõe SantAna, o momento histórico em que o digital passa a valer mais que o físico), os exemplos já existentes como Fortnite, Second Life, Axie Infinity, The Sandbox e Decentraland, e os modelos de negócio que surgem aí — venda de terrenos virtuais, arquitetos e galerias de arte digitais, roupas e skins. Também discutem os riscos de um metaverso centralizado operado pelo Facebook, que coletaria dados sensoriais e controlaria a moeda do próprio mundo. Na reta final, o papo migra para finanças descentralizadas (DeFi), stablecoins, staking e empréstimos com colateral, com alertas contra promessas de renda fixa em mercado de renda variável e esquemas de 'aluguel de cripto'. Os convidados avaliam o ciclo de alta do Bitcoin, o papel do halving e o possível 'flippening' do Ethereum, fechando com reflexões filosóficas sobre simulação, Platão e a hipótese de que já vivemos num metaverso.
“Gosto de dizer que o metaverso é um período no tempo em que a sociedade percebe que os aspectos digitais da nossa vida valem mais do que os aspectos materiais, físicos.”
“Não é sobre o JPEG, é sobre as imagens serem acessíveis para todo mundo. É que existe um formato que comprime valor porque garante escassez no digital, uma coisa que antes era impossível.”
“Eu não sei que vida você está vivendo, mas a minha realidade é muito legal, e eu fico preocupada quando as pessoas acham a realidade chata comparada ao mundo virtual.”
“Quando a gente vai para o metaverso do Facebook, a gente não está só entrando num mundo centralizado, a gente está mergulhando, porque eles vão saber o que cada pessoa gosta de fazer sensorialmente.”
“Você não pode fazer promessa de renda fixa em um mercado de renda variável.”
“É nessa parte do ciclo que você tem os retornos mais absurdos. Se você quer evitar ver seus amigos mais burros ficando milionários e tirando sarro de você, comece a estudar agora.”