
#6229 de março de 2022 · 1h44min
Felipe San'tAna — Fundador da Paradigma Education e principal professor do curso Viver de Renda Cripto
Charles Wicz — Economista, host do podcast Os Economistas e criador do canal Economista Sincero
4 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

The Bitcoin Standard
citado por Felipe San'tAna
15:22Almas Gêmeas
citado por Bruno Perini
31:43
1984
citado por Bruno Perini
41:43
How to Start Your Own Country
citado por Felipe San'tAna
1:27:35Quando o dinheiro vira exclusivamente digital e estatal, o poder de controle sobre a vida das pessoas supera o de qualquer tirania do passado — e a cripto é hoje o único contrapeso real e, por estar enraizada, cada vez mais difícil de matar.
Reserve um fim de semana para estudar criptomoedas e NFTs antes que a adoção saia dos 2,5% iniciais — assim como o cara que viu a palestra em 2017 e 'não teve tempo' de olhar durante cinco anos.
No episódio #62 do Os Sócios Podcast, gravado em um teatro diante de alunos da primeira turma do Viver de Renda Cripto, Bruno e Malu Perini recebem Felipe San'tAna (Paradigma Education) e Charles Wicz (Economista Sincero) para discutir o "fim do dinheiro" como conhecemos. A conversa parte da tendência global de eliminação do dinheiro físico — China, Suécia — e da criação de moedas digitais de bancos centrais (CBDCs), argumentando que isso daria aos governos um poder de vigilância e controle maior do que o de reis absolutistas: dinheiro com prazo de validade, restrição de onde pode ser gasto e bloqueio de contas de opositores, como aconteceu no Canadá. Os convidados defendem as criptomoedas como contrapeso essencial a esse movimento. Felipe apresenta a teoria da hiperbitcoinização — a trajetória do Bitcoin de colecionável a meio de troca, reserva de valor e, por fim, unidade de conta global — e aponta o banimento da Rússia do sistema de pagamentos em dólar (26 de fevereiro) como marco histórico que acelera a desdolarização. Charles brinca que o Bitcoin "ainda é uma piada", mas lembra que e-mail, TV e iPhone também foram ridicularizados, e relata seu arrependimento de não ter apostado na internet em 1998. A segunda metade explora por que os Estados gastam mais do que arrecadam, o efeito Cantillon, a inflação como calote sutil, o encolhimento demográfico e a previdência, além das aplicações de NFTs (ingressos, sociedade em clubes, votação auditável, royalties perpétuos, games), web 3.0, DAOs e experimentos de cidades privadas como Próspera em Honduras e Praxis.
“Isso aqui é o sonho molhado de um governante absolutista do passado.”
“Era muito mais fácil matar o Bitcoin há cinco anos do que hoje, porque ele tá entranhado na sociedade e não para de crescer.”
“A ciência evolui de funeral em funeral, porque os caras colocam um certo paradigma, não querem mudar aquilo, até que eles morrem e uma outra geração vem com novos conceitos.”
“Eu percebi essa semana que as pessoas não têm tempo para ganhar dinheiro.”
“Por que que os governos gastam mais do que ganham? Porque quem tá no governo não é responsável por pagar o preço depois.”
“Por que a Venezuela e a Argentina não saem desse buraco? Eu falo: porque o buraco ainda estão cavando.”