
#13715 de junho de 2023 · 1h56min
Breno Perrucho — Criador do canal Jovem de Negócios e autor de livro sobre o que o ensino não te ensina
Dennys Xavier — Professor de filosofia da UFU, fundador da Sociedade da Lanterna, palestrante e autor best-seller
21 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
A Revolta de Atlas
citado por Bruno Perini
2:05O que o ensino não te ensina
citado por Bruno Perini
2:27
Sapiens
citado por Breno Perrucho
2:4021 Lições para o Século 21
Yuval Noah Harari
3:01
O Conde de Monte Cristo
Alexandre Dumas
7:14Breves Lições
citado por Dennys Xavier
14:37A Virtude do Egoísmo
citado por Dennys Xavier
17:34
A Riqueza das Nações
Adam Smith
22:07A República
citado por Dennys Xavier
27:21
Admirável Mundo Novo
citado por Bruno Perini
28:58A Sociedade Aberta e Seus Inimigos
citado por Dennys Xavier
31:24
A Revolução dos Bichos
citado por Bruno Perini
33:40
Ilíada
citado por Bruno Perini
52:10
Odisseia
citado por Dennys Xavier
53:18Dicionário Filosófico
citado por Dennys Xavier
1:01:21A Nascente
citado por Bruno Perini
1:03:39A Trindade
citado por Dennys Xavier
1:08:12A Lei
citado por Bruno Perini
1:18:33Carta Sétima
citado por Dennys Xavier
1:45:18
Górgias
citado por Dennys Xavier
1:46:06O Mundo Assombrado pelos Demônios
citado por Dennys Xavier
1:46:35Ninguém deve nada a ninguém: ajudar o outro por escolha racional e voluntária é integridade, mas ajudar por imposição é apenas sacrifício disfarçado de virtude.
Pare de esperar permissão ou bênção externa e aja no que está sob seu controle: escolha hoje um ponto concreto da sua formação intelectual ou financeira (ler um dos clássicos citados, organizar seus investimentos, cuidar do seu 'microcosmo') e execute, em vez de tentar consertar o país.
No episódio 137 de Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem o professor de filosofia Dennys Xavier e o empreendedor Breno Perrucho para discutir "A Revolta de Atlas", de Ayn Rand. A conversa começa com a biografia da autora — nascida na Rússia czarista, sobrevivente da revolução bolchevique e refugiada nos EUA — e explica como ela massificou uma filosofia, o objetivismo, por meio de romances em vez de tratados acadêmicos. O grupo destrincha a trama do livro: um país tomado por leis igualitaristas que punem quem produz, a fábrica que adotou o lema "de cada um conforme sua capacidade, a cada um conforme sua necessidade" e quebrou, os empresários que simplesmente desaparecem (a "greve dos produtores") e o enigma "quem é John Galt?". Há longos paralelos com Brasil e Argentina, excesso de leis, intervencionismo, monopólios protegidos por regulação e a lógica de "aos amigos tudo, aos inimigos a lei". A segunda metade mergulha na filosofia: egoísmo racional versus sacrifício, direitos negativos, o papel mínimo do Estado, razão, produtividade e autoestima como valores supremos, e um debate franco sobre fé, ceticismo, agnosticismo, Platão, Aristóteles e os limites entre ciência e crença. O encerramento é pessimista quanto ao Brasil: para Dennys, só um processo educacional profundo muda o quadro; para Breno, no longo prazo os dados sugerem que o futuro será melhor que o presente.
“Quando pedem de mim alguma coisa que eu não gostaria de fazer, isso é sacrifício. Quando eu fico de madrugada escrevendo esses livros, isso não é sacrifício, isso é integridade.”
“Eu quero gente egoísta trabalhando comigo, eu quero que o cara queira ficar ele próprio rico, porque por via de consequência isso vai me beneficiar também.”
“Se você tiver uma boa ideia para a sociedade, para a comunidade, que precisa de força para ser imposta, faz o seguinte: abandona essa ideia, porque ela é uma merda.”
“Os políticos, esses caras, não vieram de uma outra dimensão, do fundo de um buraco negro: eles são a exata representação de um povo medíocre, mal formado, que despreza a ciência.”
“O mar proceloso a gente não controla, mas a qualidade do navio a gente controla.”
“Se o espaço de tempo é grande o suficiente, o que os dados mostram é que o futuro há de ser inevitavelmente melhor do que o presente.”