
#404 de março de 2021 · 1h02min
Renata Barreto — Economista, há 18 anos no mercado financeiro, sócia de empresa de investimentos e criadora de cursos sobre capitalismo e socialismo
4 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

O Mercador de Veneza
citado por Renata Barreto
4:52O Caminho da Servidão
citado por Renata Barreto
13:10A Loja de Tudo
citado por Bruno Perini
29:02
As Seis Lições
citado por Renata Barreto
57:49A economia não é um jogo de soma zero: quem fica bilionário normalmente gerou muito mais valor para a sociedade do que embolsou, e atacar a riqueza não resolve a pobreza — atacar o Estado inchado e o péssimo ambiente de negócios, sim.
Pare de adiar seu primeiro investimento ou a abertura do seu negócio por medo de imposto e burocracia: faça as contas reais do custo tributário em vez de supor, e comece hoje mesmo.
Neste episódio do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem a economista Renata Barreto para discutir se bilionários deveriam existir. A conversa parte da crença limitante, muito presente no Brasil, de que ficar rico é algo moralmente errado ou resultado de alguém ter 'passado a perna' em outra pessoa. Renata traça as raízes históricas desse ressentimento — a condenação cristã da usura, o antissemitismo ligado ao empréstimo a juros, a culpabilização dos ricos por regimes autoritários — e insiste no ponto central: a economia não é um jogo de soma zero. Os três exploram exemplos concretos: Rockefeller, que viveu boa parte da vida sem energia elétrica por combater a inovação do concorrente Thomas Edison; Jeff Bezos, cuja fortuna é patrimônio em ações e não dinheiro no bolso, e cuja Amazon gerou 500 mil empregos em 12 meses oferecendo preços baixos; e Gérard Depardieu, que trocou a França pela Rússia quando a alíquota máxima chegou a 75%. Bruno conta sua própria trajetória de militar com visão estatista a liberal, passando pela leitura de Hayek e pela experiência de empreender no Brasil. A conclusão é que o alvo errado está sendo atacado: o problema não é a desigualdade nem os bilionários, mas a pobreza causada por um Estado inchado, tributação pesada e ambiente de negócios hostil. Eles mostram como impostos que nascem 'só para os super-ricos' acabam descendo para a classe média e o pobre, e como a mera existência de burocracia tributária já desestimula pessoas a empreender e até a investir.
“A gente torce pela geração de riqueza porque isso faz diferença para as pessoas, isso gera recursos para as pessoas.”
“O homem mais rico que já existiu viveu sem energia boa parte da vida, e hoje no Brasil uma pessoa que vive numa área urbana, mesmo sendo pobre, costuma ter energia elétrica.”
“Não é exatamente a desigualdade que tem que ser atacada, é a pobreza.”
“Eu tenho empatia pelas pessoas que perderam o emprego, mas isso não vai fazer com que você tenha vergonha de ganhar dinheiro, porque o dinheiro que eu ganhei eu não tirei de ninguém.”
“Veja que nem pagar: só o fato de existir o imposto já atrapalha a produtividade.”
“Não tem coisa mais permanente do que a política temporária de governo.”