
#7830 de junho de 2022 · 1h40min
Felipe SantAna — Cofundador da Paradigma Education, primeira research brasileira focada 100% em cripto, e professor principal do Viver de Renda Cripto
Felippe Percigo — Professor de MBA em finanças digitais e blockchain, fundador do Meu Plano Cripto
Leonardo Siqueira — Economista pela FGV, mestre pela Barcelona School of Economics, fundador do Terraço Econômico e pré-candidato a deputado estadual
7 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

The Sovereign Individual
citado por Bruno Perini
8:36A Lei
citado por Bruno Perini
10:45
Fundação
citado por Bruno Perini
1:01:28
Declínio e Queda do Império Romano
citado por Bruno Perini
1:03:02Por Que as Nações Fracassam
citado por Leonardo Siqueira
1:04:32Princípios para Lidar com a Nova Ordem Mundial
citado por Leonardo Siqueira
1:26:02
Os Sertões
citado por Bruno Perini
1:31:01Todo estado começa mínimo e cresce, porque não é o governo que define seu tamanho — são as demandas da própria população; por isso cidades privadas tendem a convergir para cidades normais à medida que escalam.
Pesquise o caso da cidade-estado Próspera em Honduras e leia 'Os Sertões', de Euclides da Cunha, para entender tanto o experimento contemporâneo de cidade privada quanto o precedente brasileiro de Canudos.
No episódio 78 do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Felipe SantAna, Felippe Percigo e Leonardo Siqueira para discutir a ideia de fundar o próprio país. A conversa parte do exemplo real de Próspera, cidade-estado privada em Honduras, administrada por uma empresa dentro de uma zona especial (ZEDE), com impostos baixíssimos (projeção de 7,5% do PIB contra 34% no Brasil), justiça resolvida por juízes americanos aposentados e voto proporcional à propriedade. O grupo debate os riscos desses projetos — indiferença, insustentabilidade econômica e ameaça militar/política do estado anfitrião — e passa por outros casos: Bitcoin City em El Salvador, Satoshi Island, a startup Praxis financiada por Peter Thiel, a Ilha das Rosas italiana nos anos 60 e Canudos no Brasil. Discutem também a tendência global de fragmentação (Catalunha, Escócia, ex-URSS) versus a tendência histórica de expansão dos estados, além do dilema do estado mínimo que sempre tende a crescer para atender demandas da população. Na parte final, o papo migra para cripto: o papel do Bitcoin como plataforma monetária imutável que viabiliza esses experimentos, o ataque de 51%, a tentativa frustrada da Libra do Facebook, a volatilidade como obstáculo para o Bitcoin virar reserva de valor e unidade de conta, e as previsões de cada um para o mundo daqui a 30 anos — com Percigo apostando em governos mais autoritários e Felipe SantAna apostando em unidades de poder mais localizadas.
“Se você quer lutar com monstros, cuidado para não se tornar um monstro também. Se você olha muito tempo para o abismo, o abismo olha para você.”
“Por que que os estados são grandes hoje? Não é só porque o governo é mal, é porque as pessoas demandam um monte de coisa do Estado.”
“Todo grande império cai, qualquer que seja ele. Então os Estados Unidos em algum momento vão deixar de ser a maior potência.”
“Pós-Satoshi Nakamoto, pós-Bitcoin, a gente está começando a vislumbrar o período que dá para experimentar com governança e com política, do mesmo jeito que a gente agora consegue experimentar com sistemas monetários.”
“Eu acredito que o mundo deve caminhar por uma zona vermelha: cada vez mais governos autoritários, cada vez mais controle. Ou você adere à regra ou você está fora do sistema.”
“O cara que é pobre não tem liberdade: ele não escolhe onde vai trabalhar, não escolhe a hora que sai de casa, não escolhe nada.”