
#4118 de novembro de 2021 · 1h37min
Rodrigo Gianotto — CTO do Grupo Primo, com mais de 10 anos de experiência em TI e projetos de transformação digital, também compositor premiado
Mário Trentim — Citizen Developer, membro do Board da PMO Global Alliance, fundador da Trentim Gestão e Tecnologia e diretor regional da Microsoft
2 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
A Quarta Revolução Industrial
citado por Mário Trentim
49:55Empresas Feitas para Vencer
citado por Bruno Perini
50:47Nenhum homem é melhor do que uma máquina, mas nenhuma máquina é melhor do que um homem com uma máquina — a oportunidade não está em virar programador, mas em levar tecnologia para a profissão que você já tem.
Identifique uma tarefa que você repete mais de três vezes por semana e procure hoje mesmo um curso gratuito na Microsoft Learn ou no YouTube para automatizá-la (comece por Excel e depois Power Automate).
No 41º episódio do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Rodrigo Gianotto (CTO do Grupo Primo) e Mário Trentim (especialista em gestão de projetos e diretor regional da Microsoft) para discutir o chamado "apagão tecnológico" e as profissões do presente. Os convidados apresentam dados alarmantes: até 2024 haverá cerca de 420 mil vagas abertas em tecnologia no Brasil, enquanto o país forma apenas 40 mil profissionais por ano — e uma pesquisa da Microsoft aponta 9 milhões de vagas até 2025 que não são necessariamente de desenvolvedores. A conversa divide o público em três "personas": os profissionais hard tech (desenvolvedores e cientistas de dados), os que usam low-code para criar aplicações sem programar, e os analfabetos digitais — pessoas que usam celular e iFood mas não sabem enviar um e-mail com anexo, organizar arquivos ou editar documentos em conjunto. Os convidados defendem que a maior oportunidade não está em mudar de profissão para TI, mas em levar tecnologia para a profissão que você já exerce: agronegócio, arquitetura, medicina, marketing, RH. A recomendação prática é começar pelo básico (Word, Excel), avançar para Power Automate, Power BI e Microsoft Visio, usando cursos gratuitos da Microsoft Learn e YouTube. Também se discute retenção de talentos (desenvolvedor que fica um ano na empresa já é considerado bom), a concorrência com salários em moeda forte, empresas como Itaú, Magalu e iFood que pagam bootcamps de formação, e as linguagens mais demandadas (JavaScript, Python e Java). Bruno e Rodrigo fecham com o conselho de se "beliscar" todo dia se não estiver estudando algo relacionado a digitalização.
“Nenhum homem é melhor do que uma máquina, mas nenhuma máquina é melhor do que um homem com uma máquina.”
“Se você está executando uma atividade repetitiva há mais de três vezes, se incomode muito com isso, porque tem alguma pessoa lá na Índia que já automatizou isso.”
“Todo dia você acordar, se beliscar: se você não está estudando algo relacionado a digitalização, tome cuidado, porque isso vai te custar.”
“Em economia nem tudo é produtividade, mas quase tudo é produtividade.”
“Saber pedir comida no iFood não significa que você sabe editar um documento em conjunto, criar um fluxo.”
“Não é uma profissão nova, é reinventar as existentes.”