
#10328 de outubro de 2022 · 1h56min
Luciano Hang — Fundador e proprietário das lojas Havan, bilionário apontado pela Forbes como o 8º homem mais rico do Brasil, conhecido como 'o velho da Havan'
5 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Originais
citado por Luciano Hang
16:57
Fora de Série: Outliers
citado por Bruno Perini
22:33Davi e Golias
citado por Bruno Perini
22:36
O Capital
citado por Bruno Perini
1:08:23Manifesto Comunista
citado por Bruno Perini
1:08:24Crises não são o fim do negócio — são a janela para reestruturá-lo, desde que você esteja capitalizado em estoque e contas a receber em vez de dívida sem lastro.
Revise hoje a estrutura financeira do seu negócio (ou das suas finanças pessoais): verifique se você tem ativos líquidos — estoque, contas a receber, caixa — suficientes para atravessar uma queda de receita sem depender de dívida cara.
No episódio 103 do podcast Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Luciano Hang, fundador da Havan, que conta sua trajetória do chão de fábrica têxtil em Brusque (SC) até construir uma rede com 174 lojas, 22 mil colaboradores e faturamento estimado de R$ 15 bilhões. Hang fala da infância pobre, da dislexia diagnosticada só na vida adulta, do início com uma loja de tecidos de 45 m² em 1986 e das reinvenções do negócio — da ida à Coreia em 1993 à descoberta do general merchandise que transformou a Havan em loja de departamentos. Uma parte central da conversa é sobre crises: o confisco do Collor, a crise de 2008, a recessão de 2015-2016 e a pandemia. Hang defende que toda crise é oportunidade de reestruturar a empresa e explica sua estratégia financeira: reinvestir tudo, manter estoque alto e contas a receber como colchão de liquidez — 'uma empresa rica de um dono pobre'. Também conta a origem da fachada da Casa Branca e da Estátua da Liberdade (ideia de uma criança de 7 anos) e a criação do 'atrasômetro' contra a burocracia de alvarás. A segunda metade é fortemente política. Hang relata como virou ativista após descobrir que clientes achavam que a Havan era do PT, critica o cerceamento de suas redes sociais, compara Brasil a Venezuela, Cuba e Argentina, e afirma que, caso Bolsonaro não seja reeleito, vai parar de investir e 'repensar a vida'. Bruno Perini complementa com dados do ranking de liberdade econômica e também declara voto contra o PT no segundo turno.
“O mundo não deve nada para as pessoas normais. São os anormais que mudam o mundo. Eu sou um anormal.”
“A Havan é uma empresa rica de um dono pobre. O velho da Havan investe tudo na Havan.”
“Toda crise são as grandes oportunidades de você mudar a sua empresa. Eu adoro uma crise. Quanto pior, melhor.”
“A burocracia é a mãe da corrupção e responsável pelo atraso do nosso Brasil.”
“Hoje sou eu, amanhã vai ser você. Amanhã vai ser você a pessoa que vai ser censurada.”
“O futuro está em cima do futuro e não embaixo do passado. Nós não podemos pegar o pior do nosso passado e levar para o nosso futuro.”