
#6513 de abril de 2022 · 1h41min
Camila Coutinho — Designer de moda, fundadora e CEO do Garotas Estúpidas, primeiro blog de moda brasileiro, e criadora da marca GE Beauty
4 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Estúpida, eu
citado por Bruno Perini
1:11A Grande Ruptura
citado por Camila Coutinho
25:40
Essencialismo
citado por Bruno Perini
59:17Você é uma Marca
citado por Bruno Perini
1:39:26Quando você aposta na sua originalidade e tem coragem de se arriscar, você fica meio sem concorrente — quem tem medo de arriscar fica no bolo e vira morno, e morno não tem lugar na internet.
Audite hoje em qual plataforma emergente você ainda não está presente e crie uma conta lá, mesmo que só para reaproveitar recortes do conteúdo que você já produz — como Camila fez com o YouTube e o TikTok.
Camila Coutinho, criadora do Garotas Estúpidas — o primeiro blog de moda relevante do Brasil —, conta sua trajetória de 15 anos na internet, desde quando escrevia para as amigas em Recife sem nem usar vírgula até se tornar um dos nomes mais influentes da moda no mundo pela lista BOF500. Ela explica como o conselho do pai no almoço de domingo ('filha, registra isso') virou a chave para tratar o blog como negócio, e como se reinventou a cada mudança de plataforma: do blog para o Instagram, YouTube (criando a Casa dos YouTubers) e agora TikTok. A conversa detalha a estrutura atual dos seus negócios: Camila como influenciadora, o portal Garotas Estúpidas (que passou por rebranding e hoje não depende mais da imagem dela), a marca de cuidados capilares GE Beauty e o braço social Formando Líderes. Camila revela que só criou a GE Beauty porque foi plagiada — alguém lançou uma linha de hair care com o nome 'Garota Estúpida' — e decidiu ocupar esse espaço, investindo dois anos em pesquisa de fornecedores, sem investidores. Ela discute o desafio de gerir pessoas, a importância do varejo físico no Brasil (abriu loja com três meses de marca), o custo de educar o consumidor sobre um produto inédito e o uso da própria mídia orgânica como vantagem competitiva. Na parte final, Bruno, Malu e Camila debatem Web3, NFTs e metaverso. Camila compartilha o que aprendeu no South by Southwest, defende que ainda há muito 'buzz' em torno do metaverso, mas acredita no potencial dos NFTs e na nova relação entre criadores e comunidade — onde o influenciador cria seu próprio produto e a marca é que implora para patrocinar.
“Eu acho que quando você aposta na sua originalidade e confia nisso, você fica meio sem concorrente, porque às vezes as pessoas ficam com medo de arriscar uma atitude ou outra e aí você fica no bolo.”
“Quando eu vejo a oportunidade, mesmo eu sem saber fazer, eu falo: eu aprendo no caminho.”
“Trabalhar com internet é estar sempre aprendiz, é ser um eterno aprendiz, porque os players mudam a todo momento, as regras do jogo mudam a todo momento.”
“Imagina o tanto de mídia que eu não ia ter que comprar se eu não tivesse a blogueira de graça para ensinar o povo a usar um produto que não existe no mercado.”
“Hoje em dia os influenciadores da web 2 postam o conteúdo deles e torcem para que alguma marca queira patrocinar. Na web 3 é o contrário: eu crio o meu produto, eu crio o meu jogo e eu vendo pra minha comunidade.”
“Na internet, quem não se posiciona de verdade, não tem uma característica muito clara, você vira morno. E quem é morno hoje em dia não tem muito lugar.”