
#15207 de setembro de 2023 · 1h32min
Guilherme Freire — Professor e mestre em filosofia pela PUC-SP, ex-secretário na Secretaria Nacional da Juventude e sócio-fundador do Em Busca da Verdade
10 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Os Lusíadas
citado por Guilherme Freire
7:05
Eneida
citado por Guilherme Freire
7:14A vida do Padre Anchieta
citado por Guilherme Freire
18:27História de Portugal
citado por Guilherme Freire
45:55
O Alienista
citado por Guilherme Freire
58:40
Triste Fim de Policarpo Quaresma
citado por Guilherme Freire
58:55A Sereníssima República
citado por Bruno Perini
59:14
Maldita Guerra
citado por Bruno Perini
1:08:32
O Cortiço
citado por Guilherme Freire
1:09:25Ratio Studiorum
citado por Guilherme Freire
1:41:22Quem controla a narrativa sobre o passado define quem um povo acredita que pode ser: o Brasil não é pobre de heróis, é pobre de memória.
Escolha uma figura 'negligenciada' da história brasileira citada no episódio — Padre Anchieta, Princesa Isabel ou o Barão de Mauá — e leia uma biografia dela antes de aceitar a versão que aprendeu na escola.
No episódio 152 de Os Sócios, gravado na semana da Independência, Bruno e Malu Perini recebem o professor e mestre em filosofia Guilherme Freire para uma releitura da história do Brasil e de seus verdadeiros heróis. Freire começa desmontando o mito de que o Brasil 'deu errado' por causa da colonização portuguesa: apresenta Portugal de 1500 como uma das grandes potências do mundo, com estudos avançados de lógica e economia em Coimbra, e a Ordem de Cristo como um projeto de formação de elite que unia guerra, comércio, cultura e religião. O convidado percorre símbolos e figuras negligenciadas: Dom Manuel, primeiro rei do Brasil; Pedro Álvares Cabral; Padre Anchieta, fundador de São Paulo e, para ele, verdadeiro patrono da educação brasileira; São Nuno Álvares Pereira, herói militar que virou empresário, investidor e monge, origem do verde da bandeira; e os Habsburgos, origem do amarelo. Segundo Freire, a versão escolar de que a bandeira representa 'mata e ouro' é uma mentira escrachada, assim como boa parte da narrativa sobre o fim da monarquia. A conversa avança pelo Marquês de Pombal (apontado como responsável por destruir a educação jesuítica e criar a cultura do cartório), Dom João VI, Dom Pedro I, Dom Pedro II e a Princesa Isabel — para Freire, 'a melhor imperatriz que o Brasil não teve'. Ele defende que o Brasil acompanhava os Estados Unidos em riqueza até a República, quando uma oligarquia maçônica e escravocrata derrubou a monarquia, apagou símbolos e inventou heróis como Tiradentes. Ao final, lista seu panteão nacional: Anchieta, Isabel, Dom Manuel, Pedro Álvares Cabral, Dom Vital e o Barão de Mauá, e critica o complexo de inferioridade brasileiro.
“A bandeira brasileira é mata e ouro? Isso é mentira escrachada e ridícula, isso tem que cair agora.”
“Então falem o que quiser, exceto que os caras não eram corajosos. Olha, eram muito corajosos.”
“De uma revolução geralmente vem algo pior, porque quem vai ganhar esse processo é o cara menos ético, é o mais violento.”
“Isabel seria a melhor imperatriz que o Brasil não teve, a melhor figura que o Brasil não teve.”
“Por vezes as pessoas preferem a aparência de liberdade do que a autêntica liberdade.”
“O brasileiro tem que parar urgentemente com esse complexo de inferioridade total.”