
#9911 de outubro de 2022 · 2h14min
Dr. Luciano Bruno — Nutricionista clínico, PhD em ciências de alimentos pela Cornell University, escritor, criador da Luciano Bruno Academy, CEO da Diet Smart e sócio da LDNA Clinic
Dr. Duprat — Médico cirurgião plástico pelo Instituto Ivo Pitanguy, formado em medicina integrativa pela Universidade do Arizona, criador do curso Avatar da Mente e host do Duprat Cast
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Reprogramando Seus Genes Pela Alimentação
citado por Dr. Luciano Bruno
2:00:15Não existe a melhor dieta nem o melhor hábito — existe flexibilidade metabólica: variar constantemente os estímulos (jejum, carboidrato, tipo de proteína) é o que mantém corpo e mente performando no longo prazo.
Comece hoje com dois hábitos simples e gratuitos: faça um jejum mínimo de 12 horas (da última refeição da noite até o almoço) e, ao acordar, tome um shot concentrado de gengibre ralado com limão antes de qualquer outra coisa.
No episódio 99 do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem o nutricionista Dr. Luciano Bruno e o cirurgião plástico Dr. Rodrigo Duprat para discutir performance mental, hábitos e o impacto da alimentação no desempenho cognitivo. A conversa começa com a provocação de como avaliar se alguém está performando bem mentalmente — a resposta dos convidados é que a melhor métrica é a comparação consigo mesmo ao longo do tempo, e não com outras pessoas, já que cada fase da vida exige estratégias diferentes. Os convidados aprofundam no papel do jejum intermitente como 'booster neurológico', explicam o conceito de flexibilidade metabólica (alternar entre glicose e corpos cetônicos como fonte de energia) e defendem a alimentação em ciclos como a estratégia mais anti-inflamatória. Duprat relata que faz apenas uma refeição nos dias cirúrgicos para evitar o 'brain fog' e manter a capacidade de tomar decisões conscientes durante operações complexas. Também abordam o sono como pilar número um, detalhando as fases REM e sono profundo, o uso de aplicativos de monitoramento, os zeitgebers (luz, temperatura, horário das refeições) e o efeito do álcool na arquitetura do sono. Na reta final, discutem nootrópicos acessíveis (cafeína, gengibre, alecrim, hortelã, creatina, cogumelos adaptógenos como cordyceps e lion's mane), antioxidantes e radicais livres, os riscos dos microplásticos como disruptores endócrinos, e Luciano compartilha sua história pessoal de convivência com duas doenças autoimunes em remissão há sete anos por meio de controle inflamatório diário. A conclusão: dominar o corpo é o primeiro passo para dominar a mente.
“Você pode se comparar com outras pessoas que estão na mesma performance, mas o ideal é que você sempre se compare com você. Porque muitas vezes nós vivemos num potencial muito menor do que a gente poderia.”
“Antes eu produzia mais, eu fazia mais coisas, muito mais coisas. Mas o que eu faço hoje é de muito mais qualidade.”
“Não existe a melhor dieta, não existe a melhor estratégia. Existe um conjunto de mudanças que nós aplicamos de acordo com a nossa semana.”
“Na minha vida eu fiz até meus 30 anos, eu só fiz pro meu corpo inflamar. Então, pro resto da vida eu tenho uma resposta inflamatória exacerbada.”
“Dominar o seu corpo é o primeiro passo para você dominar a sua mente. E geralmente o pessoal fala o contrário.”
“Alta performance não é estar em performance o tempo inteiro. É igual um atleta que vai correr 100 metros rasos: ele está em repouso, ele vai lá e dá o máximo dele e depois acabou.”