
#7118 de maio de 2022 · 1h34min
Fernando Ulrich — Mestre em economia pela escola austríaca, head de educação na Liberta Investimentos, criador da comunidade Follow the Money e autor de 'Bitcoin: a moeda na era digital'
Charles Wicz — Economista de formação com 20 anos de mercado financeiro, criador do canal Economista Sincero e host do podcast Os Economistas
Felipe SantAnna — Cofundador da Paradigma Education, primeira research brasileira focada 100% em cripto
5 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Bitcoin: a moeda na era digital
citado por Bruno Perini
1:32
O Homem Mais Rico da Babilônia
citado por Bruno Perini
6:46A Desestatização do Dinheiro
citado por Fernando Ulrich
39:53
Fundação
citado por Bruno Perini
1:04:23
Cartas a Lucílio
citado por Bruno Perini
1:13:30O preço do Bitcoin oscila 90% para baixo e para cima, mas o que não muda é o fundamento: um dinheiro escasso, inconfiscável e que ninguém pode imprimir — e é isso, não o gráfico, que você deveria estudar.
Aproveite o mercado em baixa para estudar os fundamentos do Bitcoin (como funciona mineração, prova de trabalho e as regras do protocolo) em vez de olhar cotação, e revise a proporção da sua carteira alocada em altcoins para não correr risco de ruína.
Em meio a um tombo de mais de 1,8 trilhão de dólares no valor de mercado das criptomoedas desde novembro de 2021, Bruno e Malu Perini recebem Fernando Ulrich, Charles Wicz e Felipe SantAnna para discutir se o Bitcoin está morrendo (pela 450ª vez) ou se é apenas mais um ciclo. Os convidados relembram quedas anteriores de 90%, explicam o colapso da Luna/UST — uma stablecoin sem lastro real que virou pó e evaporou 40 bilhões de dólares — e diferenciam Bitcoin do restante do mercado de altcoins, onde a maioria dos projetos morre. Boa parte do episódio é dedicada à macroeconomia: a correlação atual do Bitcoin com a Nasdaq, o fim dos auxílios americanos, a alta de juros do Fed e o debate sobre o que de fato é inflação. Charles usa as próprias pizzas do estúdio para explicar o efeito da expansão monetária; Ulrich traz o efeito Cantillon, a bolha do Mississippi de John Law e o fim do padrão ouro. Há consenso de que a solução óbvia — governos gastarem menos — é politicamente improvável, o que reforça a tese de ativos escassos. No fim, os três se dizem compradores, mas sem euforia: acreditam que o fundo do ciclo ainda não foi feito e que pode haver um bear market longo até o halving de 2024. A recomendação unânime é usar o mercado de lado para estudar fundamentos — protocolo, mineração, prova de trabalho, governança — em vez de se guiar por preço. Também discutem a BIP 119 e a cultura conservadora do Bitcoin, lembrando a guerra civil do Bitcoin Cash em 2017.
“Não é a queda do Bitcoin, eu diria que é a ascensão e queda e ascensão do Bitcoin.”
“Não é investir, o problema é a proporção que você investe.”
“Inflação é simplesmente a lei de oferta e demanda aplicada ao dinheiro.”
“Você percebeu que ninguém aqui falou sobre a solução do problema? A gente está tão descrente.”
“Bitcoin não é tirar o dinheiro do país, mas é tirar o país do seu dinheiro.”
“Só de você manter o interesse e não parar de estudar quando o mercado está em baixa, você já está na frente da grande maioria.”